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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

UFBA promove curso de extensão em Astronomia - BA



UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO DA UFBA
INSTITUTO DE FÍSICA
DEPARTAMENTO DE FÍSICA DA TERRA E DO MEIO AMBIENTE – DFTMA
SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA – SBPC
ASSOCIAÇÃO DE ASTRÔNOMOS AMADORES DA BAHIA – AAAB
FUNDAÇÃO VITAE
  
CURSO DE EXTENSÃO

TÍTULO: XIV CURSO DE EXTENSÃO EM ASTRONOMIA:
O FUTURO DA ASTRONOMIA

O ESCOPO DA ASTRONOMIA

A Astronomia lida com a astronomia cometária, de altas energias, de campo, de posição, descritiva do infravermelho, dos raios gama, dos raios X, elementar, espacial (emprego da tecnologia espacial), estelar, fundamental, geral, instrumental etc.. A Astronomia é uma ciência que estuda os astros e mais genericamente de todos os objetos e fenômenos celestes. A Astronomia utiliza o Universo como laboratório, deduzindo através de dados observacionais por telescópios e sondas espaciais utilizando modelos físicos e computacionais através de atividades práticas como prever as marés, os eclipses, estudar as órbitas dos planetas e de seus satélites, a queda de asteroides nos planeta, em particular na Terra, analisar e entender os aspectos físicos da radiação no espaço e do aquecimento global na atmosfera terrestre pelo efeito estufa e em analogia com o que se manifesta no planeta Vênus, etc. A Astronomia nos ensina que existem uma infinidade de estrelas no Universo e que elas estão agrupadas em galáxias com dimensões de centenas de milhares de anos-luz, e que a estrutura interna das galáxias podem conter centenas de bilhões de estrelas com dimensões as mais variadas.

As imagens enviadas pelo telescópio espacial Hubble mudaram a imagem convencional do Universo. Mostrou a existência numerosa das estrelas anãs azuis, imagens de estrelas em processo de explosão – supernovas – e fotos dos confins do Universo a mais de 13 bilhões de anos-luz. Foi como descortinar de uma visão nunca dantes imaginada. Os resultados mudaram a imagem de um Universo dominado por grandes galáxias em espiral ou elipse, tornando necessário criar novo modelo que inclua galáxias distorcidas encontradas em enormes quantidades. No momento, Astrônomos identificaram uma galáxia com a maior distância já confirmada da Terra. Conhecida como z8_GND_5296, o objeto está a 13,1 bilhões de anos-luz e é vista de nosso planeta na situação que estava apenas 700 milhões de ano depois do Big - Bang, a grande explosão que acredita-se ter dado origem ao Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.

A safra de novos telescópios como o telescópio no Polo Sul pode ajudar a entender formação do universo. Os cientistas estão usando o maior telescópio do mundo, enterrado no gelo do Polo Sul, para tentar desvendar os mistérios das minúsculas partículas chamadas neutrinos, que podem esclarecer como o universo se formou.

Importante ressaltar que a astronomia, com base na cooperação e no trabalho conjunto de equipes internacionais, deu um salto sem precedentes. Hoje, astrônomos de inúmeros países exploram junto o espaço profundo, com descobertas cada vez mais fantásticas. As Conferências Kepler se inserem nesse novo tempo de conquistas e avanços impressionantes. A busca do homem por planetas extraterrestres e pela possibilidade de haver vida fora da Terra atingiu hoje um marco simbólico, porém histórico. O número de planetas descobertos fora do Sistema Solar ultrapassou a marca de 1 mil, chegando a 1.010 na Enciclopédia de Planetas Extrassolares, um dos principais catálogos de referência nessa área de pesquisa. A lista é atualizada quase que diariamente pelo pesquisador Jean Schneider, do Observatório de Paris, à medida que novas descobertas são anunciadas - algo que já se tornou rotina nesses últimos 21 anos, desde a detecção dos primeiros exoplanetas (como também são chamados), em 1992. A marca foi ultrapassada em (22/10/2013) com a inclusão da descoberta de 11 novos planetas pelo projeto WASP (Wise Angle Search for Planets), na Europa. Outros catálogos ainda não chegaram a 1 mil, mas estão todos próximos dessa marca (acima de 900). O Arquivo de Exoplanetas da NASA, por exemplo, contabilizava até (22/10) 919 planetas, ao redor de 709 estrelas.

O Grande Colisor de Hadrons – LHC nos remeteu à profundidade do microcosmo e da estrutura da matéria, para podermos entender e completar o Modelo Padrão e entender de como são feitas todas as coisas. O Grande Colisor de Hádrons (em inglês: Large Hadron Collider - LHC) do CERN, é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo. Seu principal objetivo é obter dados sobre colisões de feixes de partículas, tanto de prótons a uma energia de 7 TeV (1,12 microjoules) por partícula, ou núcleos de chumbo a energia de 574 TeV (92,0 microjoules) por núcleo. Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço, entre outras coisas. Uma dessas experiências envolve a partícula bóson de Higgs. O Prêmio Nobel de Física de 2013 foi oferecido nesta terça-feira (08/102013) aos físicos, o belga François Englert, professor emérito da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, e da Chapman University, nos Estados Unidos e ao britânico Peter Higgs professor emérito da Universidade de Edimburgo, na Escócia, por seus trabalhos teóricos sobre como as partículas adquirem massa, propostos separadamente em 1964.

A Academia Real de Ciências da Suécia, que confere o prêmio, afirmou que escolheu os físicos pela "descoberta teórica de um mecanismo que contribui para nossa compreensão da origem da massa de partículas subatômicas, que recentemente foi confirmado por meio da descoberta da partícula fundamental prevista pelos experimentos Atlas e CMS no Grande Colisor de Hádrons (LHC) do CERN (Organização Europeia de Pesquisas Nucleares)", situado na Suíça.

“A teoria premiada é uma parte central do Modelo Padrão das partículas físicas que descreve como o mundo é construído", disse a academia em comunicado. "De acordo com o Modelo Padrão, tudo, de flores e pessoas a estrelas e planetas, consiste de apenas alguns blocos de construção: partículas de matéria."

Segundo teorias da Física, o bóson Higgs é uma partícula subatômica considerada uma das matérias-primas básicas da criação do universo. Diferente dos átomos, feitos de massa, as partículas de Higgs não teriam nenhum elemento em sua composição. Elas são importantes porque dão respaldo a uma das mais aceitas teorias acerca do universo - a do Modelo Padrão, que explica como outras partículas obtiveram massa. Segundo essa tese, o universo foi resfriado após o Big Bang, quando uma força invisível, conhecida como Campo de Higgs, formou-se junto de partículas associadas, os Bósons de Higgs, transferindo massa para outras partículas fundamentais.

Procura-se também a existência da supersimetria. Experiências que investigam a massa e a fraqueza da gravidade será um equipamento toroidal do LHC e do Solenoide de Múon Compacto (CMS).

Tudo no experimento é microscópio, menos a energia que terá explosão de 14 trilhões de volts, 120 megawatts, eletricidade capaz de abastecer mais de 40 mil casas. A micro-explosão gerará um microscópio buraco negro, que por instabilidade desaparecerá em segundos, podendo expor aos cientistas estudo sobre a “matéria escura do universo”.

A astronomia nos fala ainda da expansão do Universo de estranhos objetos que emitem imensas quantidades de energia e são poderosas fontes de radio – os quasares. Na fronteira da Astronomia e da Cosmologia, está o estudo das estrelas de nêutrons e dos extraordinários buracos negros, que são objetos tão potentes gravitacionalmente que nem a luz consegue escapar do seu campo gravitacional. Todos estes conhecimentos são de suma importância para o entendimento do Universo e para a sobrevivência futura da humanidade na Terra e eventualmente sua expansão pelo espaço sideral.


O CURSO

O curso será ministrado por vários professores e pesquisadores da UFBA e de outras universidades externas como a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS e da Associação de Astrônomos Amadores da Bahia - AAAB. Cada palestra terá a duração no máximo de 1 h e 20 minutos e mais 30 minutos para eventuais perguntas e debates sobre o tema abordado. Serão apresentadas duas ou três palestras por dia.
Deve ser utilizados recursos de multimídia para a apresentação de cada tema.

TEMAS A SEREM ABORDADOS NO CURSO:



TEMAS DAS PALESTRAS


HORÁRIO

DATA DA  PALESTRA

PALESTRANTES
01

ABERTURA

A esfera celeste, fusos horários, porque o céu é azul, os Calendários e a Bandeira Brasileira.  

14h00 hs


14:30 hs



  12/01/2015
ABERTURA
Presença do Reitor e Diretores do IF, IQ, IGeo. e Pró- Reitor de Extensão

Alberto Brum Novaes/UFBA



02

A dinâmica das atmosferas dos planetas do Sistema Solar

16:00 hs

12/01/2015

Alberto Brum Novaes/UFBA
03

Física de partícula e a Astronomia


14:00 hs




13/01/2015

Mário Cezar Ferreira Gomes Bertin/UFBA
04

Evolução das concepções teóricas a cerca do Universo



16:00 hs

13/01/2015

José Vieira do Nascimento Jr./UEFS
05

Astrofísica Solar/Física Espacial


14:00 hs

14/01/2015

Lisan Marque Marcos Durão/UNICAMP A
07
A Teoria do Zênite Solar / Variação Paradoxal do Período de Duração do Dia Solar em Relação ao Sistema Kepler / Newton


16:00 hs


14/01/2015



Luiz Sampaio Athayde Júnior/UFBA 
08

Evolução estelar/Sistemas estelares múltiplos: evolução,  estrutura e classificação


14:00 hs

15/01/2015

Melina Lima/UEFS
09

Foguetes e sua construção para experimentos escolares



16:00 hs

15/01/2015

José Vicente Cardoso Santos
10

Exoplanetas e a perspectiva de vida em planetas da Zona Habitável



14:00 hs




16/01/2015

Marildo Geraldête Pereira/UEFS


11
Asteróides e cometas: um risco para a Terra?/Vale a pena ser Astrônomo no Brasil?/Observação do céu


16:00 hs


16/01/2015



Alberto Silva Betzler/UFRB

12
Lunetas e telescópios e como construir um de baixo custo para observações escolares


14:00 hs


19/01/2015


João José da Silva Carrilho/ UEFS
13
Evolução dos instrumentos de observação astronômica

16:00 hs


19/01/2015

Elísio Gentil Palma/AAAB
14
A física e dinâmica dos relâmpagos na Terra e nos planetas do Sistema Solar

14:00 hs

20/01/2015
Alberto Brum Novaes/UFBA/Ricardo Gonçalves Souto/UFBA
15

A fisiologia do homem no espaço

15:30 hs


20/01/2015



Ricardo Gonçalves Souto/UFBA
16
O estado atual e as perspectivas
futura da exploração do espaço no mundo e no Brasil.


16:30 hs


20/01/2015

Lisan Marques Marcos Durão/UNICAMP
17
Formação e evolução dos planetas

14:00 hs
21/01/2015
Eduardo Reis Viana Rocha Jr./UFBA
18

Cosmologia: Origem e evolução do Universo
  


16:00 hs

21/01/2015

Elísio Gentil Palma/AAAB
19

As principais rochas que compõem os planetas do Sistema Solar


14:00 hs



22/01/2015

Renato Carlos Vieira Santiago/UFBA
20
.Tectônica de placas nos planetas do Sistema Solar


16:00 hs

22/01/2015


Luis César Correia Gomes/UFBA
21
A estrutura das galáxias. VIA LÁCTEA

Localização das estruturas do Universo. Diagrama das constelações



14:00 hs

23/01/2015
Alberto Brum Novaes/Lisan Marques Marcos Durão

Dawinson Ferreira Santos/AAAB

22
Meteoros e meteoritos. Sua composição estrutural e geoquímica


16:00 hs

23/01/2015

Wilton Pinto de Carvalho/UFBA

PALESTRAS  SOBRESSALENTES




23
A conquista do espaço. O projeto SETI – a procura por vida inteligente no Universo.


16:00 hs



Bruno Credidio/UFBA/Lisan Durão/UNICAMP/UFBA

24














































































































O desenvolvimento do curso terá as seguintes diretrizes:

Período: 12 a 23 de janeiro de 2015
Local: Auditório do Pavilhão de Aulas da Federação III– PAF III- Pavilhão Glauber Rocha
Horário: das 14 às 18 horas
Número de vagas: 200
Público alvo: professores e estudantes do 1o e 2o graus, professores universitários e acadêmicos alem do público em geral e para todas as idades.

Obs. Este curso foi aprovado pelo plenário da Congregação do Instituto de Física em 29/10/2013.



Salvador, 16 de dezembro de 2014.



Prof. Dr. Alberto Brum Novaes
Coordenador do curso
Membro da Congregação do IF